Até a década de 40 não se ad mitia o fato de crianças tornarem- se depressivas. Elas eram vistas como adultos em miniatura que não passavam por problemas nem conflitos. Com o passar dos tem pos, esta concepção evoluiu e a criança passou a ser vista como um ser em desenvolvimento que apresenta conflitos internos e externos, bem como necessidades e anseios, tanto quanto um adulto. Estes conflitos, necessidades e anseios, se mal resolvidos, podem causar alguma seqüela negativa na formação da criança, como também podem desencadear outros processos que a levem à depressão.
O reconhecimento da existência do estado depressivo em crianças levou tempo considerável e isso só foi possível a partir das décadas de 40 e 50, com muitos psicanalistas (indicados por Mo reno & Moreno), como Abraham, que descreve uma forma de depressão pré-edipiana denominada paratimia primai, Fenichel, que sugere a possibilidade da existência de alterações de comportamento no primeiro ano de vida e Spitz, que denomina de depressão analictica um conjunto de características que surgem em crianças separadas da mãe no primeiro ano de vida.
Os psicanalistas citados por Moreno & Moreno podem ser considerados os precursores de estudos sobre a depressão infantil. Percebe-se que os nomes dados por eles a esta doença que hoje afeta muitas crianças foram outros, mas o importante é que, por meio de autores como eles, o assunto depressão infantil aflorou no ramo da psicanálise.
Foi a partir da década de 70, com o desenvolvimento da medicina, mais especificamente da psiquiatria infantil, que passou a ser atribuída importância às incidências de depressão em crianças, pois, até então, era pouco ou nada conhecida. Marcelli diz que esse desconhecimento é grave, pois além do sofrimento persistente da criança os sintomas podem provocar uma desadaptação progressiva, em particular escolar, confirmando, em um segundo momento, a desvalorização da criança.
Segundo Levy, a depressão, que parecia ser um mal que afetava apenas os adultos, hoje afe ta cerca de 2% das crianças do mundo. Estima-se que 0,9% das crianças americanas em idade pré-escolar (5-6 anos) e 1,9% em idade escolar (7 anos) encontram-se em estado depressivo, afirma Souza.
A falta de informação faz com que esses casos não sejam devidamente tratados. Como diz Ustra, o que mais surpreende é a falta de informação e preocupação das pessoas que estão envolvidas nesse processo, tanto o doente como familiares, amigos, professores, etc., uma vez que o tratamento da depressão infantil acontecerá com êxito se todos os adultos com quem a criança convive oferecerem a ela a estrutura de que precisa para sair do estado depressivo: incentivo, valorização de suas ações, oportunidade de expressar- se, por exemplo. Para isso, é fundamental que todos (pais, familiares e professores) construam conhecimentos referentes à depressão infantil e tenham condições de aplicá-los aos casos concretos que vão aparecendo.
Depressão em diferentes momentos
Marcelli caracteriza a depressão em função da idade: a
depressão do bebê e da criança bem pequena (até 24 - 30 meses), a depressão da
criança pequena (de
A separação da mãe, a mudança da imagem materna, de condições de vida, a carência afetiva, a mãe depressiva e a carência alimentar são fatores que podem desencadear o sofrimento e, conseqüentemente, a depressão em um bebê. Os principais sintomas da depressão são o olhar apagado, o bebê não brincar com as mãos e com mordedores, haver ausência de balbucio e de curiosidade exploratória. A expressão lingüística e a motora sofrem perturbações, atrasando o processo de desenvolvimento.
A depressão da criança pequena é desencadeada geralmente por uma separação ou por uma perda brutal. A criança passa a apresentar comportamento de isolamento, retraimento, calma excessiva que pode ser interrompida por ações agressivas de fuga. Nesta idade, a criança depressiva evita brincar com outras crianças, apresenta alterações no sono e no apetite. Marcelli considera brutal a colocação de uma criança pequena depressiva em classe escolar, porque ela não suportará a inserção no grupo. Já a de pressão do adolescente, freqüentemente, é relacionada aos remanejos psicoafetivos característicos desta faixa etária.
A depressão envolve um conjunto de sintomas que levam a criança à angústia e ao sofrimento. Estes sintomas podem ser confundidos com birra, falta de educação ou mimo.
São citados, nas bibliografias consultadas, alguns sintomas como: dificuldade de se afastar da mãe; angústia; tristeza; crises de choro; medo; pessimismo; agressividade; mudança de apetite e do sono; isolamento social; falta de atenção; agitação excessiva ou hiperatividade; irritabilidade; baixa auto-estima; sentimento de inferioridade; fala de morte ou suicídio; baixo rendimento escolar e dores no corpo.
Estes sintomas são característicos, de forma generalizada, da depressão ou seja, podem estar presentes tanto na depressão adulta quanto na infantil. Porém deve-se estar atento para o fato de que na criança os sintomas podem não se manifestar de forma clara. Ou seja, por não ter desenvolvida a habilidade de identificar e de expressar seus sentimentos verbalmente, é possível não se perceber os reais sentimentos das crianças. Couto apresenta o quadro a seguir, especificando os principais sintomas da depressão.
A depressão pode se manifestar em crianças, tanto ao apresentar distúrbios de fala, dificuldade para comer ou chorar sem motivo aparente, como também por meio da hiperatividade ou da anulação frente aos colegas.
O desleixo com a aparência física é outro sintoma presente em crianças e adultos depressivos.
Para Moreno & Moreno, a depressão causa, em crianças e adolescentes, lentidão dos processos psíquicos, com redução da energia, incapacidade de sentir prazer, autodepreciação, fatigabilidade, inquietação e dificuldade de concentração. Conforme falam os autores, em crianças pré-escolares depressivas percebe-se a comunicação não-verbal: expressão facial triste, apatia, isolamento social, insônia, perda de peso e dores de estômago.
Assim como a depressão em adultos, a depressão na infância pode ter duas origens: a endógena e/ou a reativa. A endógena se refere à deficiência apresentada pelo cérebro em produzir as enzimas norepinefrina e serotonina (enzimas responsáveis pela sensação de bem-estar). A reativa, a que é mais freqüente em crianças, está relacionada a fatos significativos que afetaram o seu desenvolvimento sadio, como a perda de alguém ou de alguma coisa ou a separação dos pais.
Entre as causas externas da depressão infantil estão os problemas de relacionamentos com pais, colegas, professores, enfim, com pessoas com as quais a criança convive. A maior incidência destes casos ocorre devido ao fato de uma criança não saber a melhor forma de expor os conflitos internos que as fazem sofrer.
O fato de não sentir-se importante para as pessoas com quem convive, mais especificamente para pais e professores, faz com que a criança desenvolva sentimento de inferioridade, não aceite sua individualidade e passe a se comparar com as outras crianças.
A Criança sente necessidade de atenção da pessoa adulta com quem convive. O diálogo, o carinho e a participação nas atividades da criança possibilitam que ela se sinta bem e segura , estruturando seu quadro emocional de forma sadia.
Crianças excessivamente protegidas não desenvolvem autonomia e criatividade de agir e pensar. Torna-se dependente do outro, por é m, no momento em que entra em conflitos, com ela mesma e com os outros, se sente impotente, uma vez que n ã o desenvolveu a habilidade de enfrentar e resolver problemas.
São muitas as conseqüências que podem surgir diante de um quadro de depressão infantil. Certamente ocorrerá alteração de comportamento da criança, quando, geralmente, ocorrem duas situações: a primeira é que ela passará a procurar grupos onde seja aceita; a segunda diz respeito às grandes possibilidades de seu desenvolvimento escolar ser prejudicado.
Segundo Curatolo, a depressão com causas reativas, aquela cuja origem provém de situações significativas do cotidiano (a perda de alguém, a mudança de residência e/ou escola) afeta diretamente o estado psicológico da criança, causando modificações de comportamento, como o mau humor e a tristeza, podendo levá-la a evitar contatos sociais, como, por exemplo, isolar-se no pátio da escola. Esse isolamento, por sua vez, prejudica a aprendizagem e a interação social, as quais se desenvolvem durante brincadeiras e relações interpessoais, ocasionando um retardo social e emocional na formação da criança.
A depressão interfere na memória, na concentração e na
aprendizagem. uma vez que a tristeza, a melancolia e a baixa auto-estima
(Sintomas depressivos) não propiciam a criança a vontade necessária de aprender
e descobrir. Não havendo interesse por parte da criança, a aprendizagem não
acontecerá e, conseqüentemente. o rendimento escolar vai diminuir. pois sem
alegria o aluno encontra dificuldade em concentrar-se na aula e reunir energia
para a aprendizagem. Sendo assim, a depressão deixa de ser um problema
individual ou apenas familiar, tendo a escola um papel fundamental no processo
de identificação e auxílio na solução da depressão de seus alunos.
Como decorrência de estado depressivo, a criança pode passar a apresentar comportamentos de oposição (raiva, cólera, manifestações agressivas com outras crianças e com ela própria) e/ou distúrbios de comportamento (roubo, fuga). Uma vez que a depressão passe despercebida durante a infância, uma das conseqüências poderá ser a de, por exemplo, um adolescente que busque refúgio nas drogas tornar-se um adulto com baixa auto-estima. Assim, a depressão não curada na infância, na adolescência e/ou na idade adulta é acentuada, conforme Marcelli, mostrando o risco evolutivo de suicídio e de distúrbios de conduta.
Depressão no contexto pedagógico
A criança constrói a sua estrutura emocional a partir do momento da sua concepção no útero materno,considerando sua aceitação no seio familiar desde a gestação. A família é o primeiro meio em que a criança vive e estabelece relações que fundamentarão a sua personalidade.
À medida que cresce, outros meios sociais passam a fazer parte do cotidiano infantil: o clube, a casa dos amigos, a pracinha, a escola, entre outros.
Consideremos o meio escolar, onde as crianças passam a conviver diretamente com outras pessoas que compõem esta comunidade, ou seja, diretor, coordenadores, funcionários de setores e, principalmente, os professores.
Estes atuam diretamente com os alunos que trazem para a sala de
aula a diversidade vivida. É esta diversidade que promoverá o desafio a ser
trabalhado pelos professores ao conviver com crianças sadias e. ao mesmo tempo,
com crianças que apresentam comportamento agressivo, baixa auto-estima e,
também, depressão. São muitos os desafios remetidos aos professores no decorrer
da sua prática pedagógica e que exigem conhecimento e compromisso ético
para serem superados.
A estrutura dos cursos de formação de professores não está oferecendo, na sua maioria, subsídios para a superação e a compreensão das diferentes situações (vividas socialmente hoje) que se fazem presentes no cotidiano escolar. Tendo em vista que a base do conhecimento profissional do professor acontece no decorrer de sua preparação formal (principalmente os cursos de graduação), salienta-se, então, a importância da formação continuada, pois esta consiste na busca de informações a partir das necessidades postas pela prática e pela realidade pedagógica.
Desta forma, acentua-se a importância da busca contínua de conhecimentos relacionados às necessidades específicas de cada realidade, podendo, assim, superar desafios da prática docente, uma vez que a escola, segundo Moutinho, pode ser uma razão para criar angústias às crianças, mas também o meio caminho para a sua resolução. Isto porque ao professor cabe estar vigilante, nomeadamente a sinais que, porventura, indiquem que as crianças com quem trabalha possam estar deprimidas.
A criança depressiva na escola
As condições físicas e mentais do aluno influenciam no seu desenvolvimento, no ajustamento e, por fim, no rendimento escolar. Por isso, salienta-se a importância da criança manter a saúde física e mental, podendo-se desenvolver de forma que se sinta feliz e se torne um adulto sadio.
Porém, muitas crianças apresentam problemas que dificultam seu desenvolvimento, como, por exemplo, agressividade e timidez que podem, ou não, estar relacionadas com um problema maior que é a depressão infantil.
A depressão cada vez atinge mais crianças. É uma das características das crianças depressivas apresentar queda no rendimento escolar devido à falta de atenção ser constante. Conforme Marcelli, a dificuldade de pensar, de ficar atento ao trabalho e de se concentrar provoca, com freqüência, uma fuga, uma evitação ou uma recusa do trabalho escolar facilmente chamada de preguiça tanto pelos pais como pela própria criança, o que leva ao fracasso escolar. Em frente a estas crianças, estão os professores que, na maioria das vezes, não sabem como colaborar com o processo de recuperação.
Durante o turno em que a criança freqüenta a escola, ela pode viver situações que a tornem depressiva ou que poderão agravar o quadro, caso já o apresente. Nesse sentido, fatos como ver-se impedida de brincar sem que entenda que não é possível naquele momento; sentir-se angustiada por não conseguir realizar atividades propostas sem ter a compreensão e a motivação necessárias para persistir e/ou enfrentar as dificuldades e, habitualmente, perder nos momentos de competições são experiências que prejudicam a auto-estima infantil, tornando a criança triste e podendo ter conseqüências depressivas.
A criança depressiva dificilmente expressa suas tristezas e anseios oralmente, sendo principais reveladores da depressão os comportamentos de irritação, raiva, impaciência, desânimo e baixa auto-estima constante. Esta criança, muitas vezes, é mal interpretada por alguns professores, sendo vista como mimada (se impaciente), mal-educada (se irritada), querídinha (quando não incomoda), ou fofura (quando faz tudo o que o professor pede). A depressão na infância é difícil de ser diagnosticada, devido a comportamentos que podem mascará-la.
Geralmente, quando se encontra em estado depressivo, a criança, assim como o adulto, altera seu comportamento em função das mudanças que acontecem na sua psique. Assim, em sala de aula, por exemplo, estas crianças podem apresentar comportamentos como chamar a atenção do professor por meio da inquietação e da agressividade ou anular-se socialmente, fazendo sempre o que o professor solicita e passando a não estabelecer relações significantes com os colegas e com o próprio professor.
Como indicam Coelho e José, dentro da escola é o professor que, pelo contato direto, tem as melhores oportunidades de observar as condições de seus alunos e de tomar providências junto aos pais e aos órgãos de atendimento para a solução dos problemas. Ou seja: em função do professor estabelecer relações diretas e diárias com seus alunos, ele tem condições de observar como está acontecendo o desenvolvimento deles, devendo estar atento a qualquer mudança de comportamento para poder, assim, entender não só o que acontece com os seus alunos, mas também se preparar e. conseqüentemente, adequar a prática pedagógica à realidade que se apresenta.
Grande parte dos pais dos alunos trabalha durante o dia. não podendo dar a atenção necessária para que seu filho cresça saudável. Cientes das conseqüências desta lacuna que influencia o desenvolvimento das crianças, os pais atribuem aos professores, que se dedicam cerca de quatro horas por dia aos seus alunos, a responsabilidade em captar os diferentes conflitos apresentados pelas crianças por meio de diversos comportamentos.
Um dos aspectos que apontam para a importância dopapel do docente
é o fato de, ao contrário de muitos pais, o professor ter conhecimentos teóricos
sobre o desenvolvimento infantil e educação de crianças, facilitando as soluções
para problemas de desenvolvimento e de aprendizagem.
Para melhor desempenhar o seu papel, é importante que o professor se mantenha atualizado, principalmente sobre os principais problemas e conflitos enfrentados pelas crianças com quem trabalha e convive um sexto do dia e os modos de intervenção para o aproveitamento dos problemas. Para isso. primeiramente, é importante que o professor tenha conhecimento sobre a sua clientela.
Alternativas para o fazer pedagógico
A primeira orientação aos docentes é que, ao perceberem mudanças no comportamento de seus alunos, conversem com os pais para que estes procurem um especialista sobre o assunto. Ou seja, ao perceber sintomas depressivos, o ideal é conversar com os pais sem apresentar diagnóstico (uma vez que o professor não é capacitado para tal) e sugerir que levem a criança para uma consulta com psicólogo e com neurologista. A partir do momento em que for diagnosticado algum problema pelo(s) especialista(s) da área, é importante que as pessoas envolvidas com a criança trabalhem em equipe: psicólogo, neurologista, pais. professores, direção e coordenação escolar, por exemplo.
Em face das causas e sintomas da depressão, apresenta-se, neste momento, sugestões de como o professor pode colaborar para o desenvolvimento sadio de uma criança e, conseqüentemente, auxiliar a criança depressiva a superar este quadro.
• Valorizar a organização da sala de aula, de modo que as crianças sintam que o ambiente é organizado para tal função, porque a organização do ambiente se reflete na organização do material e do pensamento das crianças.
• Propiciar momentos e atividades que estejam diretamente relacionadas ao interesse das crianças: assim sendo, desenvolverão a curiosidade e, conseqüentemente, estarão motivadas a fazer descobertas e participar das atividades.
• Oferecer momentos nos quais possam expressar-se e viver o ser criança, por exemplo, brincar, com espontaneidade na areia, com água, com argila.
• Organizar a chamada dos sentimentos, ou seja. um cartaz onde as crianças escolham uma cor predeterminada para representar sua presença e respectivos sentimentos (alegria, tristeza) e, diariamente, coloquem ao lado dos seus nomes. Esta é uma forma delas expressarem como se sentem naquele momento. O professor deve ficar atento àquelas crianças que colocam sempre os símbolos de tristeza.
• Contar histórias que trabalhem com a auto-estima, como O Patinho Feio, por exemplo.
• Elogiar sempre ações positivas que as crianças apresentam, como também as atividades que realizam. Quando for necessário mostrar aspectos negativos de suas condutas ou trabalhos, que isto seja feito com cautela, por meio do diálogo em particular com a criança e explicando o real motivo da conversa.
• Mostrar às crianças, sempre que elas falarem não sei, não consigo, que são capazes de conseguir, que devem tentar e. então, auxiliá-las na execução da atividade, para que consigam realizá-la e se motivem, rompendo com o significado destes comentários negativos.
•Falar sempre a verdade aos alunos, ajudando-os a desenvolver a
confiança na figura do professor.
Sempre que prometer algo, cumprir.
• Realizar dinâmicas de grupo que tenham como objetivo a integração e a motivação da turma.
• Dar atenção especial àquela criança que apresentar resistência em participar de alguma atividade que for desenvolvida. Esta atitude é necessária porque algo está acontecendo com ela. Conversar e mostrar-lhe os aspectos positivos da atividade poderá convencê-la. É importante ouvir o que a criança tem a dizer sobre o motivo da sua recusa em participar.
• Ouvir sempre o que as crianças tenham a dizer. Pode ser um pedido de ajuda em outras palavras, ou seja, aquelas crianças que querem muito a sua atenção podem estar precisando de ajuda.
• Fazer uso de recursos como a música e a arte, pois estas formas de expressão motivam as crianças e colaboram com o aprimoramento da autoconfiança.
• Buscar a colaboração do professor de Educação Física. Ele pode ser um grande auxiliar na saúde total de uma criança, pois ele trabalha direto com movimento, forma de expressão mais eloqüente da infância, como nos indica Ustra.
• Trabalhar aptidões emocionais básicas, incluindo como agir em face de discordâncias, modos de pensar antes de agir e contestar formas de pensamentos pessimistas.
• Propiciar momentos em que as crianças aprendam que sentimentos como ansiedade, tristeza e raiva devem ser mantidos sob controle, e que podemos mudar o que sentimos por meio do raciocínio.
Considerando os diferentes modos e ritmos de vida adotados atualmente pelas famílias, torna-se ainda mais forte a necessidade de comunicação entre todos aqueles que, de alguma forma, fazem parte do cotidiano da criança.
Enfatizamos a importância do professor nesse sentido, pois ele tem convivido mais tempo com as crianças do que os próprios pais. Por isso, é importante que ele esteja atento ao comportamento e/ ou à mudança de comportamento que os alunos apresentam durante a convivência, já que são reveladores de problemas e devem merecer medidas preventivas a um quadro posterior mais delicado.
Nesse sentido, não esqueça: na dúvida, pesquise, informe-se, troque idéias com o seu coordenador e, se necessário, procure profissionais na área. Eles poderão auxiliá-lo com orientações. Atitudes como estas estarão contribuindo para que as crianças possam desenvolver-se saudavelmente.
Revista do Professor - Nº80